Quem é que, nos dias que correm, não ouviu já falar dos livros de Stephanie Meyer, da série Luz e Escuridão? O nome
Twilight (Crepúsculo) é um nome que tem passado pela boca de milhares de adolescentes com uma frequência quase preocupante. Confesso que conheço quem sofra de uma obsessão pelos livros, que chega a ser doentia. Também confesso que tenho dificuldade em compreendê-la.
São livros que exploram a temática «vampiresca», e que, tal como o Harry Potter, tentam fazer passar o fantástico como plausível realidade. Mas, ao contrário do Harry Potter, não têm, na minha opinião, tanto mérito.
Na verdade, a problemática é bastante banal. Centra-se num romance entre adolescentes, em que os protagonistas pertencem a tipos muito recorrentes: ela, a rapariga tímida, mas bonita; ele, o rapaz lindo de morrer, mas misterioso. Ambos relativamente inacessíveis um ao outro. É uma fórmula clássica (Romeu e Julieta), que garante sempre algum sucesso.
Eu li os quatro livros. E gostei. Li-os até com entusiasmo, pois, como romântica incurável que sou, não podia deixar de o fazer. Mesmo assim, estou longe de os achar literatura de alto calibre.
No entanto, vejo-me, nesta avaliação, um pouco solitária entre os – ou será as?... – da minha geração.
Nota adicional: Recomendo vivamente a crítica de Rogério Casanova, no último Expresso. É de chorar a rir.